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Quem matou Jesus?



Pôncio Pilatos foi o responsável? Certamente, só ele tinha o poder de aplicar a pena de morte, foi ele quem, como magistrado do Império Romano, declarou: "Não encontro motivo para condená-Lo" (João 19:4). Mesmo assim, Pilatos se curvou à pressão e condenou um homem inocente por conveniência política e popularidade. Mas e a multidão de pessoas nas ruas? Foram eles que pressionaram Pôncio Pilatos para condenar à morte o Senhor. 

"Não temos rei senão César!" eles clamaram: "Solte Barrabás!" "Crucifique-o! Crucifique-o!". Este era o pedido deles. "Seu sangue esteja sobre nós e sobre nossos filhos" (Mateus 27:25). No entanto, que iniciou a prisão e julgamento de Jesus, foram os líderes religiosos, que incitaram a multidão a gritar para que Barrabás fosse libertado e que Cristo fosse crucificado (Conf. Mateus 26:3-4; Lucas 22:3-4; João 7:32). 

E Judas? Certamente, foi Judas quem traiu Cristo. É comum que as produções de Hollywood lidem com simpatia com Judas, mas a Bíblia é clara: Judas era ganancioso (Mateus 26:14-15); traiçoeiro (Lucas 22:47-48); desonesto e hipócrita (João 12:5-6). A Bíblia afirma claramente que Judas Iscariotes traiu Cristo (Mateus 10:4). Judas perguntou aos principais sacerdotes: "O que você está disposto a me dar se eu entregá-lo a você?" (Mateus 26:14). A Bíblia registra que os principais sacerdotes estavam "encantados" na traição de Judas (Marcos 14:10). Embora Judas fosse o tesoureiro dos Doze, e fingisse ter preocupação pelos pobres, a Bíblia revela que, de fato, Judas era um ladrão, roubando dinheiro do próprio Senhor (João 12:4-6).

Os soldados romanos? Certamente, eles O crucificaram. Porém, não foi vontade de Deus que Cristo sofresse e morresse na cruz? No jardim do Getsêmani, Jesus orou: "Pai, se for a tua vontade, tira-me este cálice; todavia, não seja feita a minha vontade, mas a tua" (Lucas 22:42). Também precisamos perguntar: não foi o próprio Senhor Jesus Cristo quem foi responsável por sua própria morte? Como nosso Senhor declarou: "Dou a minha vida pelas ovelhas... dou a minha vida... ninguém tira isso de mim, mas dou de mim mesmo..." (João 10:15-18.).

Em última análise, não foi o seu pecado e o meu pecado que foi responsável pelos sofrimentos e pela morte expiatória de nosso Senhor Jesus Cristo? Foi pelos meus pecados que Ele sofreu e morreu. 

"Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores" (Isaías 53:5-1). 

Jesus Cristo é o nosso Cordeiro Pascal (1 Coríntios 5:6-8); nossa oferta pelo pecado (Romanos 8:3); nossa expiação (Romanos 3:25). Quando Cristo, o Filho perfeito de Deus, um Cordeiro sem mancha ou pecado (1 Pedro 1:19) derramou Seu precioso Sangue na Cruz, foi uma morte substitutiva. Ele morreu por nós, em nosso lugar (1 Pedro 3:18), o inocente pelo culpado, o justo no lugar do injusto. 

Ele tornou-se como nós - para que nos tornássemos como Ele.
Ele foi rejeitado - para que nós pudéssemos ser aceites.
Ele foi condenado - para que pudéssemos ser absolvidos.
Ele foi castigado - para que pudéssemos ser perdoados.
Ele sofreu - para que pudéssemos ser fortalecidos.
Ele foi açoitado - para que pudéssemos ser curados.
Ele foi odiado - para que pudéssemos ser amados.
Ele foi crucificado - para que pudéssemos ser justificados.
Ele foi torturado - para que pudéssemos ser consolados.
Ele morreu - para que pudéssemos viver.
Ele suportou o que nós merecemos - para que pudéssemos desfrutar do que só Ele merece.

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