Quando consideramos Jesus como nosso Sumo Sacerdote, vemos que a Sua morte é um dos aspectos fundamentais de Sua obra sacerdotal. A morte de Cristo, como explica Hebreus 9.11-28, foi um sacrifício oferecido "para afastar o pecado". Não podemos compreender a obra de Cristo se não compreendermos o que aconteceu na crucificação de Nosso Senhor.
Quando discorremos acerca da questão da expiação do nosso Senhor, observamos que a Escritura descreve o que a crucificação realizou de várias maneiras. Por exemplo, a morte de Jesus é descrita como o resgate pago a Deus para nos libertar da nossa escravidão do pecado e também como a derrota de Satanás (Marcos 10:45; Colossenses 2:13-15). O próprio Jesus Cristo descreve a Sua morte com a ilustração do Seu amor supremo pelos Seus amigos (João 15:13). Porém, embora não podemos negar que a expiação também seja entendida dessas maneiras, devemos enfatizar que a principal realidade da expiação é que foi uma substituição penal.
Na substituição penal, a penalidade que nos é devida por nossa transgressão é paga por um substituto, a saber, Jesus Cristo. O princípio da substituição penal sustenta o antigo sistema de sacrifício da aliança. Deus disse a Adão que a penalidade pelo pecado era a morte (Gênesis 2:16–17). Nos sacrifícios da antiga aliança, as pessoas colocavam as mãos nos animais de sacrifício, identificando-se com eles e, então, os animais eram mortos (ver Levítico 4). Isso representava a transferência de pecado e culpa do pecador para o substituto. O pecador poderia viver porque o animal morreu no lugar do pecador, sofrendo o castigo que o pecador merecia.
Mas como “é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” (Hebreus 10:4), os sacrifícios de animais da antiga aliança não efetuaram a verdadeira expiação. Eram tipos e sombras que apontavam para o único sacrifício expiatório verdadeiro, oferecido de uma vez por todas no Calvário por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (vv. 5–18). Esse ato final e único de substituição penal foi prenunciado por todo o sistema de sacrifício da antiga aliança e predito explicitamente em Isaías 53. O profeta nos diz que Deus colocou sobre o Servo Sofredor (Cristo) nossa iniquidade (Isaías 53:6) - nosso pecado foi transferido para Ele na expiação. Ele foi traspassado e esmagado pelas nossas iniquidades, "cortado da terra dos vivos ... pela transgressão do seu povo" (vv. 4-5, 8). Em outras palavras, Cristo suportou o castigo que Seu povo merece em seu lugar. Se confiarmos nEle somente para a salvação, não precisaremos temer a morte eterna, pois Jesus levou o pecado na cruz para que não recebamos juízo eterno (v.10; João 3:16).


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